Recordar

 

Hoje lembro como a infância era interessante. O medo de ficar sozinho, as brincadeiras com os amigos e a terrível vida escolar. Ela mesma, a  escola: palavra que trouxe muito arrepio. Lembro-me muito bem quantas vezes eu não quis estar lá. Era algo muito mais forte do que eu, uma mistura de desespero com tédio. Conforme os anos foram passando, esse medo nunca desapareceu. Essa foi a primeira batalha com grandes marcas deixadas.

Sabemos que os desafios sempre são intensos. Nem ambiente, nem aluno, nem professor estão preparados para esta relação. Há muito tempo que cada uma destas três partes é um bicho de sete cabeças frente ao outro. Os embates estão em cada fissura desses relacionamentos, mostrando que as marcas existem, mas elas são sinais de que algo aconteceu. Algo que seria bom, mesmo com tantas partes envolvidas e tantas dificuldades mútuas.

Tantas lembranças indicam que nos formamos com base nessa primeira batalha. Porém, tantas outras batalhas surgiram e continuarão surgindo. O que fica são as recordações. Fatos guiados e formulados por nós mesmos. E de todos os embates sempre resta alguma coisa. Sempre teremos, então, algo para recordar e descobrimos que já passamos por muitas coisas, mas ainda existem tantas outras histórias por vir.

 Por Artur Gueanori


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